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Geral

Políticas públicas de atendimento para mulheres em meio à casos de feminicídio

O CREG é um do serviço que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero

Publicado por: Caio Rabelo 30/01/2022, 09:23

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

O serviço agrega ainda autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

(Foto: Reprodução)

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

A coordenadora do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), Roberta Mara, falou dos últimos casos e da importância do acolhimento às mulheres em situação de violência pelo Serviço.4

“A violência vem sendo reproduzida de tempos atrás e a gente vivencia como o próprio feminicídio, nesta relação de poder. Nos dois casos especificamente, não havia mais o relacionamento e para o entendimento delas, elas imaginariam que não correriam mais riscos e foram vítimas”, considerou.

Um dos fatores, identificados pela coordenadora, com as mulheres que sofrem algum tipo de violência em Teresina é o sobre o vínculo afetivo que elas possuem com o agressor e, por consequência, há uma maior dificuldade para identificar o relacionamento abusivo. Roberta Mara ainda caracteriza que o machismo não atravessa só a violência física, mas deixa a mulher mais vulnerável ao ciclo de violência.

“Ela acredita na mudança do agressor, justamente pelo ciclo: aconteceu, ele pede desculpa e diz que não vai mais acontecer e aí o ciclo de violência fica girando até o ponto que pode chegar a o feminicídio”.

Em 2020, na capital piauiense as mortes de mulheres cresceram mais de 50%, de acordo com um boletim da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. A violência praticada por homens contra a esposa ou a namorada e que resulta em morte é evidenciada por pesquisadoras onde o perfil dos agressores se enquadra com ataques brutais com arma branca, que ocorrem à luz do dia ou mesmo na frente dos filhos.

Para Roberta Mara é necessário que a própria mulher em situação de violência, ou pessoas no seu entorno – como amigos, familiares, colegas de trabalho e vizinhos – se engaje em sensibilizar a vítima para procurar, e consequentemente, a denúncia.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

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