Tragédia silenciosa

23 de abril de 2019

Tragédia silenciosa

 

Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: diz respeito aos nossos filhos.

O alerta é de Luiz Rojas Marcos, famoso psiquiatra espanhol, procurando chamar a atenção exatamente para como anda a vida das crianças da nova geração e como o papel dos pais está contribuindo para que seus filhos desenvolvam transtornos de saúde mental.

Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas:

1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;

foi observado um aumento de 37% na depressão adolescente; no período registrou-se um aumento de 200% na taxa de suicídio em crianças de 10 a 14 anos.

As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável.

As crianças de hoje nem sempre contam com pais emocionalmente disponíveis, com limites e responsabilidades claramente definidos; não contam com nutrição equilibrada e sono adequado;

As crianças de hoje não fazem atividades ao ar livre, não participam de jogos criativos.

Nos últimos anos as crianças foram preenchidas com pais digitalmente distraídos; pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças governarem o mundo sem que estabeleçam as regras;

O sono das nossas crianças é inadequado e a nutrição desequilibrada; vivem de forma sedentária;

Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico.

Ainda é possível!

Voltar ao básico significa definir limites.

Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos vão se sentir mais seguros sabendo que você está no controle do leme.

Ofereça aos seus filhos um estilo de vida equilibrada, cheio do que elas precisam, não apenas do que querem. Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-los;

Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade.

Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria.

Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar;

Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade;

Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital;

Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

Enfim, faça seu filho feliz!

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