Calote

24 de abril de 2019

O que devemos esperar de um estado que nada produz e que deve cerca de 1 bilhão e 300 milhões de reais aos seus fornecedores?

Evidentemente que não podemos esperar nada.

E quando esse estado tem o nome de Piauí, então…

Estamos com certeza às portas do maior calote público já visto por essas bandas.

O governo do estado não tem a menor condição de pagar o que deve. Nem agora nem no futuro.

O Piauí vive de transferências federais e do que consegue arrecadar a título de ICMS e nada mais.

Pagar a folha normal já é considerado um esforço gigantesco do governo, uma verdadeira obra de engenharia, um milagre até.

E o dinheiro acaba aí.

O dinheiro acaba na folha de pagamento.

É sempre assim.

Em fevereiro deste ano, a folha de pagamento do estado registou a presença de 95.283 servidores. Se há sobra de algum dinheiro ao final do pagamento dos servidores, ninguém sabe.

As transferências de recursos para manutenção das demais secretarias são mínimas, ao ponto de a Secretaria de Segurança não dispor de recursos nem mesmo para abastecer suas viaturas.

Sem medo de errar podemos afirmar que o estado vive de administrar sua folha de pagamento. Nada mais.

Só não enxerga essa situação de caos e de tragédia quem não quer. Ou, na pior das hipóteses, quem faz questão de não ver por conveniências políticas.

Criou-se no Piauí uma situação que compromete não apenas o atual governo, mas – e principalmente – aos governos que virão depois.

Especialistas em finanças públicas chegam a afirmar sem pedir segredo que o sucessor de Wellington Dias em 2023 terá obrigatoriamente que fechar o estado. Fechar mesmo.

Vai ter que fechar por não dispor de recursos para pagar as dívidas que vem se acumulado ao longo dos quatro mandatos do atual governador e que ficarão para os sucessores.

Outro lado desta história, mais tenebroso ainda, diz respeito a empresários, pequenos e grandes, que há muito não recebem um único centavo do estado.

Quando a empresa não recebe o que lhe é devido, ela forçosamente deixa de honrar seus compromissos, inclusive com seus funcionários. E isso não é nada bom.

Não receber o que o estado lhe deve significa desemprego. Não à toa, o desemprego no Piauí só cresce  diferentemente de outros estados da própria região Nordeste, onde os governantes já festejam crescimento.

Note-se, portanto, que esperar que o Piauí se transforme num paraíso em menos de quatro anos, é tarefa impossível.

Impossível até de sonhar.

 

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