Ser goleiro é…

26 de abril de 2019

Mesmo quem não vai ao estádio ou não gosta de acompanhar futebol com certeza sabe o que é e para que serve o goleiro.

Goleiro é uma posição única no futebol.

Só o goleiro pode pegar a bola com a mão sem cometer falta.

Só o goleiro tem o privilégio de acariciar a bola com as mãos, pode até rolar abraçado com ela pelo gramado.

Ninguém fica zangado e alguns até o aplaudem.

O goleiro é aquela figura solitária que fica lá atrás, embaixo de uma trave, para guarnecer o gol.

Talvez por isso em Portugal ele também seja conhecido como guarda redes.

Ser goleiro é ser herói e vilão exatamente ao mesmo tempo.

O goleiro é sempre quem encabeça a escalação do time; Só ele e mais ninguém é o número 1.

Mas – alguém há de perguntar – por que essa onda toda com o goleiro na manhã desta sexta-feira?

Essa onda toda é porque 26 de abril é o Dia do Goleiro.

No Brasil o goleiro é festejado neste dia por ser a data de nascimento de Ailton Corrêa Arruda.

E com certeza você nem imagina quem seja esse senhor, que hoje completa 82 anos de idade..

Ailton Corrêa Arruda é nada menos que o lendário Manga, um grande goleiro que fez fama no Botafogo e tornou-se um dos melhores do mundo.

Em qualquer time, em qualquer seleção, o goleiro é sempre o que mais chama a atenção.

A missão do goleiro é ingrata.

Se evita o gol adversário vira herói, vira o salvador.

Mas se a bola entra, de repente é crucificado, é o único culpado pela derrota.

O torcedor não lembra os gols perdidos pelo ataque de seu time, mas não consegue esquecer um só instante da falha do goleiro no gol sofrido.

A vitória é dos outros.

A derrota sempre é culpa do goleiro.

O goleiro vai do céu ao inferno em poucos segundos.

Mas goleiro é assim mesmo.

Na primeira grande defesa na partida seguinte o torcedor esquece tudo o que passou e volta a aplaudi-lo.

É uma espécie de relação de amor e ódio.

O goleiro sempre tenta evitar o inevitável, sempre achando – lá no fundo – que dava para defender o mais indefensável dos chutes.

O escritor russo Wladimir Nabokov definiu o goleiro como uma alma solitária, um homem misterioso. Um homem para quem os fotógrafos se ajoelham para imortalizá-lo em pleno salto espetacular.

Já o escritor uruguaio Eduardo Galeano define o goleiro como aquele primeiro a receber e o primeiro a pagar.

O goleiro sempre tem culpa. E, se não tem, paga do mesmo jeito.

O goleiro, se bom, é chamado de pegador, muralha, paredão, matador, tira com o olho, trave humana, chiclete; Se é ruim ou se falha no lance é frangueiro, Mão de Lodo, Cotó, Vigia…e por aí vai.

Mas o goleiro é, antes e acima de tudo, um ser humano.

Parabéns a todos eles.

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