Estatísticas do caos

29 de maio de 2019

As estatísticas no Brasil continuam sendo uma grande tristeza. A cada levantamento que se faça, infelizmente, nossa situação só piora.

O palestrante e consultor Ivan Maia conta que se somarmos a população do Uruguai, da Nova Zelândia e da Irlanda não alcançaremos o número de analfabetos que temos no Brasil.

No total, somos 50 milhões de brasileiros analfabetos ou semiletrados.

Se juntássemos todas essas pessoas e formássemos um país chamado Analfabetolândia esse país seria o 28º mais populoso do mundo. Mais populoso que a argentina, por exemplo.

Daqueles que leem no Brasil quase ninguém ler de verdade.

Um número assustador de 30% dos brasileiros afirma nunca ter adquirido um único livro em toda a vida.

E o que dizer dos nossos professores?

Nossos professores, que recebem um salário de fome, também leem muito pouco. Segundo o Ibope, quando questionado sobre o titulo do último livro lido, metade deles respondeu nenhum; e 22% citaram apenas a Bíblia.

Tente imaginar.

Como é que pessoas assim podem estar capacitadas para uma missão tão importante? Mas não dar para pensar diferente com aquilo que se paga, afinal um presidiário ganha mais que um professor no Brasil.   

Fora da escola a pobreza é um estado de espírito contagiante.

Trinta e cinco milhões de brasileiros não possuem sequer acesso a agua tratada. É como se tivesse um Canadá inteiro dentro de casa sem uma única torneira jorrando água. É o caos.

Mais de 100 milhões de pessoas – mais que a população da Alemanha – não têm aceso a coleta de lixo; mais de 4 milhões deles não tem um único banheiro dentro de casa.

Quase metade do que ganhamos vai parar nos bolsos do governo.

Temos o Judiciário mais caro do ocidente; o sistema de saúde pública mais ineficiente do mundo e o segundo congresso mais oneroso que se tem noticia no planeta.

Somos o pior país do mundo em retorno de impostos ao cidadão;

O Brasil é atualmente a economia mais fechada do G20 e o 10º pais do mundo mais complicado para se fazer negócios. É o líder global no item encargos trabalhistas e de burocracia fiscal e o 5º menos competitivo do planeta.

O resultado disso tudo é inevitável: subdesenvolvimento crônico.

Somos um povo estuprado diariamente, mas festejamos o estuprador.

Precisamos deixar de ser um povo alienado.

Se não for assim vamos ter que escolher outra saída, por terra, por mar ou pelo ar.

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