A extrema necessidade

4 de junho de 2019

No Brasil raivoso em que vivemos não há lugar para meio termo. Ou você é ou você é.

Não há outra alternativa aos olhos das duas correntes.

Ou você é de esquerda ou é de direita. O Brasil raivoso de hoje não aceita outra posição. Ou você é, ou você é. Ou você é de extrema esquerda radical ou você é da extrema direita, igualmente radical.

Ou você grita lula livre ou grita Mito.

Calado é que voce não pode ficar.

Calar-se pode ser compreendido como ato de covardia ou de omissão grave neste momento em que todo mundo tem que ter um lado.

Somos extremistas de direita ou somos extremistas de esquerda, sem escapatória.

Mas enquanto nos envolvemos com os extremismos dos dois lados, estamos esquecendo outro lado, com certeza o lado mais importante de tudo isso.

Na guerra entre extrema direita e extrema esquerda estamos esquecendo de uma outra extremidade, estamos esquecendo uma coisa chamada extrema necessidade.

Na guerra dos extremos ninguém fala em extrema necessidade. Ninguém lembra, ninguém fala; se alguém lembra, prefere o silêncio tumular.

Ninguém fala nas nossas extremas necessidades, ninguém lembra daquilo que é estritamente necessário, daquilo que é indispensável à sobrevivência não apenas do Brasil, mas dos brasileiros.

O Brasil tem suas extremas necessidades, nós também.

O brasileiro precisa de moradia e de comida, precisa de saúde e educação; o brasileiro precisa de emprego, de transportes e de segurança pública.

O Piauí também precisa de tudo isso.

Relacionar nossas dificuldades extremas não é tão difícil assim. Todos sabem do que o Brasil e o seu povo precisam.

A dificuldade intransponível é colocar o tema em debate diante de tanto barulho.

E como o tema nunca entra na pauta dos extremistas, a situação de extrema necessidade só se agrava.

Até agora não conseguimos por fim às eleições de 2018.

Apesar de todas as dificuldades do país, não se consegue descer do palanque. Até agora o ano de 2019 tem sido apenas uma extensão da campanha eleitoral de 2018.

Os problemas foram colocados de lado à espera que neste barulho todo alguém tenha um pouco de tempo para encará-los.   

Os políticos que não conseguem por fim a uma eleição cujo resultado já foi proclamado há muito tempo, serão cobrados no futuro.

Com certeza na próxima eleição, na eleição de verdade, serão cobrados por isso. 

Muito provavelmente estamos falando ao léo, estamos falando à toa. Afinal como ensina a sabedoria chinesa, aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam.

Aqui, pelo menos até agora, ninguém se manifestou.

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