Cadê a sabedoria?

13 de junho de 2019

O papa Francisco, este argentino de 83 anos, há seis anos sentado no Trono de Pedro, vive surpreendendo. Recentemente chamou a atenção do mundo mais uma vez com seus sábios ensinamentos.
Francisco disse que líderes, como políticos, pastores, autoridades públicas, professores e até mesmo os pais, precisam ter sabedoria para guiar alguém porque, caso contrário, correm risco de causar danos às pessoas que confiam neles.
Pode um homem cego guiar outro cego? questionou o Pontífice durante o Angelus, na praça São Pedro.
O próprio Papa respondeu: Um guia não pode ser cego, mas deve ver bem, estar consciente de seu papel delicado e sempre discernir o caminho certo para liderar pessoas.
Francisco foi além.
Ele insistiu para que os fiéis evitem fofocas que podem prejudicar os outros e não sejam presunçosos e hipócritas.
“Quem é mau traz o mau fazendo o exercício mais prejudicial: murmurando”.
Segundo o Papa, a fofoca destrói famílias, destrói escola, destrói empregos, destrói o bairro, gera guerras. “Por que você olha para o cisco no olho de seu irmão e não se lembra do que está no seu?”.
É mais fácil e confortável condenar os defeitos dos outros, sem ser capaz de se ver com a mesma lucidez.
Enquanto tentamos observar e corrigir as falhas do próximo devemos recordar que também temos falhas. “Se eu não penso que tenho, eu não posso condenar ou corrigir os outros. Todos nós temos defeitos e devemos estar cientes de que antes de condenar o próximo, precisamos olhar para dentro de nós mesmos”.
É sempre útil ajudar os outros com conselhos sábios, mas é preciso ter discernimento, porque só assim “seremos críveis, agiremos com humildade, testemunhando a caridade”.
“Não há árvore boa que produz frutos ruins, nem árvore ruim que produz bons frutos. De fato, cada árvore é reconhecida por seus frutos”.
Francisco, não se sabe se intencionalmente, joga luz num problema bem atual e bem brasileiro, a cegueira de nossos políticos.
O politico brasileiro talvez seja exatamente o cego que está conduzindo um rebanho de cegos. Talvez isso explique o fato de que cada vez mais nos aproximamos do grande abismo, aquele abismo que nos conduzirá ao fim inexorável.
Um cego não pode conduzir um rebanho com a segurança que se exige em momentos delicados.
Muito menos se esse mesmo cego cuida mais de seus próprios interesses do que propriamente dos interesses do rebanho.
Francisco sabe, com certeza, que não pode acabar bem uma história dessas.

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