Por que matar?

26 de junho de 2019

Infelizmente, nos últimos tempos temos noticiado quase que diariamente os mais diferentes tipos de agressões à mulher.

Temos noticiados espancamentos e até mesmo assassinatos de mulheres.

Mas por que tantas agressões à mulher?

Por que tantas mortes?

Por que essas mulheres têm que morrer?

Afinal, o que essas mulheres fizeram de tão mau, de tão ruim? Que crime tão grave foi esse para que sejam punidas com a morte?

O noticiário policial do dia a dia se encarrega de esclarecer que essas agressões, essas mortes são, na sua quase totalidade, por ciúmes.

Mas que ciúme é esse, que leva o homem a matar sua própria namorada, que leva o homem a matar sua própria esposa, às vezes logo após o ato sexual?

Para a psicologia, o ciúme é um sentimento que atinge a todos, atinge pessoas de todas as idades.

Os especialistas dizem que até bebês experimentam esta emoção que, no fundo, pode ser representada por um turbilhão de emoções e exteriorizada através de diversos tipos de comportamentos.

Quem sente ciúmes tem, por norma, pensamentos e sentimentos negativos em relação à ameaça de perda de algo que possui e que lhe é muito importante e precioso.

Ao ciúme, juntam-se várias outras emoções, igualmente poderosas: medo, ansiedade, incerteza, insegurança, desconfiança, humilhação, tristeza, desgosto, raiva, descontrole, vingança, depressão…

Mas por que matar?

Nos anos 1970, o Brasil inteiro acompanhou com grande interesse o julgamento de Doca Street, uma mistura de playboy com desocupado, réu confesso do assassinato da socialite Ângela Diniz, no Rio de Janeiro.

Foi nessa época que surgiu a campanha “Quem ama não mata”, responsável pela condenação do assassino de Ângela Diniz, abrindo caminho para que muitos outros fossem condenados no futuro.

Muitas condenações e mais de 40 anos depois da condenação do playboy carioca, a violência e o assassinato de mulheres continuam.

O homem está matando a mulher, está matando sua companheira por puro sentimento de posse.

O homem continua matando a mulher como se ela fosse um objeto de sua propriedade, ignorando que a mulher é um ser humano com direito ao livre arbítrio.

A mulher tem o direito de querer, mas também  tem o direito de deixar de querer;

A mulher tem o direito de se relacionar com quem acha que deve se relacionar, mas também tem o direito de romper, de por fim a esse relacionamento.

Em nenhum desses momentos a mulher comete crime.

Pratica apenas os seus direitos.

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