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Gif sobre o fundo estadual dos direitos da criança e do adolescente.

A criança e a pobreza

23 de julho de 2019

Relatório sobre o cenário da Infância e Adolescência no Brasil, elaborado pela Fundação Abrinq já com dados de 2019, é preocupante. 

Segundo esse relatório, 47,8% das crianças e dos adolescentes de 0 a 14 anos vivem em condição domiciliar de baixa renda, ou seja, são de famílias pobres ou extremamente pobres.

Isso significa que mais de 20 milhões de pessoas com 14 anos ou menos pertencem a famílias com renda per capita mensal de até meio salário mínimo.

 

Desse total, quase 9,5 milhões vivem em condição de extrema pobreza, com renda per capita de até um quarto do salário mínimo.

 

O relatório aponta outros problemas que prejudicam o desenvolvimento destas crianças ainda na primeira infância, como a falta de saneamento básico, o difícil acesso à água potável e à educação.

Diante desta realidade brutal e estarrecedora o que podemos esperar do futuro deste país?

O que esperar de um país que abandona suas crianças à miséria?

O que esperar de um país que não cuida de seus jovens, como o Brasil?

Certamente que não podemos esperar muita coisa.

Estamos empurrando nossas crianças e adolescentes para o mundo das trevas; estamos levando nossos adolescentes e nossas crianças para o submundo do crime; estamos empurrando nossas crianças e adolescentes para o mundo das drogas.

Isto é o Brasil.

Este é o Brasil real, o Brasil da verdade escondida.

Nossas crianças e adolescentes estão condenados à morte prematura; estão condenadas, infelizmente, a engrossarem as estatísticas e o noticiário policial do país.

Nós brasileiros, simplesmente fingimos ignorar tudo isso. Pensamos que se não são os nossos nada temos a ver com isso. Ledo engano. Temos sim. Temos sim muito a ver com isso.

A droga é um problema de todos. Não podemos mais nos omitir diante de situação tão trágica.

Temos todos nós a obrigação de cobrar do poder público programas mais consistentes e eficientes no combate às drogas.

Não podemos mais ficar no faz de conta das palestras anuais. A droga é uma realidade do dia a dia e como tal deve ser encarada. Não há outro caminho.

Se a droga é hoje o maior problema do Brasil, o Brasil tem a obrigação de disponibilizar meios e recursos para o seu enfretamento definitivo.

Se o escritor Lima Barreto em priscas eras alertava o país para o perigo das saúvas – “Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”  – agora é a hora do nosso alerta:

Ou o Brasil acaba com a droga ou a droga acaba o Brasil.

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