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Em nome do mal

3 de setembro de 2019

Frase dita por um juiz de direito no velório de um amigo coloca o dedo na nossa maior chaga, a violência.

Ao se despedir do amigo morto por balas assassinas durante um assalto, o juiz João Henrique Gomes disse que o Brasil está refém do Congresso Nacional. Nós, brasileiros – todos nós – estamos reféns do Congresso Nacional.

Estamos reféns de um congresso Nacional que ignora a violência nas ruas brasileiras e não vota leis para endurecer o combate à criminalidade neste país.

Brasília já foi chamada de Ilha da Fantasia por se parecer com aquela cidade do filme homônimo onde ninguém se assusta com nada. Tudo lá é possível.

Só isso para justificar a omissão criminosa de nossos parlamentares em relação à falta de segurança pública no país do crime.

Mata-se hoje por brincadeira.

Mata-se hoje por nada.

Matam pais e mães de famílias.

Matam crianças e jovens de forma covarde.

Matam porque querem matar.

Matam, como se diz por aqui, simplesmente para ver a queda.

Mas, com certeza, o sangue desses justos que tombaram e continuam tombando a todo instante respinga nas mãos dos parlamentares brasileiros, que não se assustam porque vivem numa ilha de faz de conta.

Não é mais possível viver essa situação.

A sociedade brasileira não aguenta mais.

Estamos reféns de marginais desalmados, impiedosos, que assaltam e matam sem qualquer razão; são pessoas desestruturadas que não sabem o valor de um pai, que não sabem o valor de uma mãe, que não sabem o valor de uma família.

São pessoas sem Deus; são pessoas insensíveis e perversas.

São pessoas que se afastaram dos caminhos que levam à felicidade, que levam ao perdão.

São pessoas que se afastaram dos caminhos do bem e se transformaram em bestas sanguinárias. Matam por prazer, matam em nome do mal que carregam no coração.

São pessoas impróprias para o convívio social.

O que falta acontecer para que os parlamentares brasileiros se sensibilizem com essa situação intolerável?

As sucessivas tragédias, pelo visto, ainda não conseguiram produzir esse resultado.

Por enquanto a discussão que se trava no parlamento nacional é sobre a criação de classes e categorias também no crime.

A discussão é para saber quem deve ser algemado, se o bandido pobre ou o bandido rico de paletó e gravata.

E enquanto não chegam a um acordo, bandidos ricos assaltam os cofres da Nação e os bandidos pobres matam seus semelhantes por nada.

Só mesmo para ver a queda.

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