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 Brasil falido

9 de setembro de 2019

O Brasil é um país quebrado.

O rombo no orçamento brasileiro está previsto para 124 bilhões de reais este ano.

O Congresso Nacional custa aos cofres públicos 10,8 bilhões de reais ao ano.

O custo do legislativo brasileiro é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O ranking foi feito pela União Interparlamentar, organização internacional que estuda os legislativos de diferentes países.

Os cortes previstos pelo governo Bolsonaro para a área de Educação, alvo de protestos em todo o país,  somam 7,4 bilhões de reais em 2019, podendo chegar a 10 bilhões. Esses cortes atingem todas as áreas, do Ensino Superior à Educação Básica.

Se o contingenciamento chegar a este patamar, o  valor será equivalente às despesas previstas para o Congresso Nacional no Orçamento 2019.

Para este ano, as despesas da Câmara dos Deputados estão previstas em 6,3 bilhões e do Senado Federal em 4,5 bilhões de reais. Dividindo o gasto pelos 365 dias do ano, o Congresso custa aos brasileiros quase 30 milhões por dia, mesmo aos sábados, domingos e feriados.

Além do custo do Congresso ser equivalente ao contingenciamento da Educação, também é semelhante a toda a riqueza produzida anualmente por alguns Estados brasileiros.

O número de funcionários do Congresso equivale à população de muitas cidades. Só na Câmara são 2.894 servidores concursados, 1.456 em cargos especiais,  8.949 secretários parlamentares e 3.260 terceirizados, um total de 16.559.

Já no Senado são cerca de 9.000. Ou seja, no Congresso Nacional trabalham mais de 25 mil pessoas.

No Brasil, há cerca de 4.000 municípios com população de até 25 mil habitantes.

Apesar de estar claro que o custo do Congresso Brasileiro é alto, é difícil apontar se o dinheiro está sendo bem empregado e o que poderia ser cortado:

A estrutura do Congresso Nacional é fundamental para a democracia brasileira. Quanto a isto não há qualquer dúvida.

 As duas casas são a sede do poder Legislativo, que ao lado do Executivo e do Judiciário formam a estrutura política do País.

O mais é difícil explicar.

É difícil explicar porque não há explicação plausível para tantas benesses, para tantas mordomias.

O Congresso, vendo o país sangrar em dificuldades, bem que poderia contribuir de forma mais decisiva, oferecer um esforço maior para redução dos gastos públicos.

Afinal, dói muito assistir-se ao corte de bolsas de estudos fundamentais para o desenvolvimento do próprio pais, enquanto folgados parlamentares desfilam em restaurantes luxuosos com o Congresso pagando até mesmo o seu sanduiche.

Quando não o cafezinho no aeroporto.

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