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O Piauí nosso de cada dia

18 de outubro de 2019

Piauí, a querida terra filha do sol do equador…

Ou seria a triste terra filha do sol do  equador?

Ao longo dos anos sempre tratamos o Dia do Piauí como uma data muito especial e fazemos isso porque consideramos tratar-se realmente de uma data muito especial para todos nós.

Infelizmente não temos é o que comemorar.

Por mais otimista que se possa ser, definitivamente não temos o que comemorar há muito tempo.

O Piauí parou no tempo.

Não só parou. O Piauí fechou seu horizonte e com ele fechou o seu futuro.

Recuamos, chegamos a retroceder em várias questões e não temos mais perspectivas de futuro grandioso.

O governo não só acabou com a nossa autoestima, quebrou o estado. Não quebrou o estado apenas economicamente, quebrou também aquele sonho que alimentamos ao longo da vida de que um dia as coisas iriam melhorar.

Como num jogo de pôquer perdemos tudo quando um dia resolvemos dobrar nossas apostas. Ignoramos o nosso próprio bom senso, fizemos uma aposta errada e perdemos.

Agora é tarde.

É chorar o leite derramado e rezar à espera de um milagre divino.

O Piauí já foi um forte candidato a paraíso.

Chegamos a acreditar que o desenvolvimento estava logo ali na esquina, era só uma questão de estender a mão.

Chegamos a acreditar no éden de São João do Piauí, distribuindo frutas para todo o mundo.

Acreditamos no porto de Luiz Correia; chegamos a acreditar no trem dos cerrados cheio de grãos para a China; acreditamos até no trem do minério que deveria levar nosso ferro, nosso níquel e nosso ouro para gerar riquezas em estados vizinhos. Chegamos a acreditar que a velha rural usada nas retóricas governamental era coisa do passado.

Chegamos a acreditar na propaganda mágica do É feliz quem vive aqui.

Todos nós sonhamos com isso.

A decepção é grande.

Acabaram com o Piauí e com os nossos sonhos.

Tiraram-nos até mesmo o direito de sonhar.

 

Em 2017, exatamente no Dia do Piauí, disse aqui e reafirmo agora, que o piauiense, em sua maioria, é um homem puro.

É um homem tão puro que ainda acredita no próprio homem e talvez por isso esteja pagando um preço muito alto.

Viver do passado distante talvez seja realmente coisa de museu, como dizem.

Mas à falta de um presente melhor ou de um futuro radioso, só nos resta o consolo do passado.

Só nos resta comemorar o fato de  que ainda temos as serras azuis cantadas em prosa e verso pelo

nosso poeta maior, Da Costa e Silva, embora elas fiquem no Maranhão.

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