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Perdemos tudo 

30 de outubro de 2019

Nunca foi tão certo o ditado popular que diz que brasileiro só fecha a porta depois de roubado.

É certo e verdadeiro.

Desde o tempo das cavernas adotamos este péssimo costume de deixar as coisas para depois.

Por mais urgente que seja a necessidade, sempre encontramos uma desculpa e acabamos deixando para depois.

Nem que seja para amanhã.

Este desleixo às vezes custa muito caro.

O Museu Nacional, destruído pelo fogo  há pouco tempo, é um exemplo claro de que no Brasil tudo pode ficar para depois.

Não importa a gravidade da situação.

Tudo pode ficar para amanhã ou para o ano que vem.

Não temos pressa para praticamente nada.

Esse comportamento muitas vezes chega a nos causar constrangimentos e até grandes prejuízos

Mesmo assim, continuamos deixando tudo para depois.

É o depois eu resolvo que cada brasileiro carrega dentro de si.

Independentemente de aspectos culturais e morais, a procrastinação – o deixar para depois – além de não ajudar, atrapalha.

Empurrar com a barriga não tira o problema da frente, só o torna cada vez maior.

Mas continuamos deixando tudo ou quase tudo para amanhã, para depois.

Das tarefas mais simples às mais complexas, sempre deixamos para depois.

Mas, por que isso, por que agimos assim?

Para alguns, as pessoas adiam porque os custos imediatos de fazer determinada tarefa parecem mais reais do que o preço de fazê-la no futuro.

A pessoa que deixa alguma coisa para depois tem certeza de qual é o custo imediato, o desprazer do esforço, e tem certa miopia em relação aos benefícios futuros.

Acredita que protelar é uma escolha racional, embora isso seja um  autoengano.

Além de atrapalhar as engrenagens que compõem nosso processo natural de vida, a procrastinação torna-se um verdadeiro problema para as pessoas.

Estamos deixando para depois desde o exercício físico à leitura de um livro; estamos deixando para depois coisas simples, mas de grande significado para a vida.

Estamos deixando para amanhã até mesmo a saudade.

Estamos deixando para depois o eu te amo, o pedido de desculpas, o perdão, a oração e a gratidão.

Estamos deixando para depois até mesmo a nossa ida ao médico para aquela consulta tão necessária e que pode nos garantir melhor qualidade de vida.

E de tanto deixar para depois acabamos ficando sem memória.

De tanto deixar para depois, perdemos o nosso patrimônio, a nossa memória e a nossa história.

Fechar a porta agora de nada vai adiantar.

Afinal, para que fechar a porta arrombada se tudo está perdido?

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