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O que discutir

21 de janeiro de 2020

O que dizer neste dia dedicado a religião?

Principalmente nós, integrantes de uma geração que se negava a discutir religião, o que temos a dizer neste dia mundial da religião?

Fomos criados ouvindo de nossos pais e até dos irmãos mais velhos que política e religião não se discute. Mais tarde acrescentaram um novo item a lista do que não se discute: decisão de juiz também não se questiona, cumpre se!

Muitos de nós crescemos assim.

Política, religião e decisão de juiz eram classificadas como tabu. Tá decidido e pronto.

Observamos agora, de forma bem nítida, que nossos pais e irmãos estavam errados.

Temos sim que discutir religião.

Temos sim que discutir política e até futebol.

Temos sim que questionar sentenças judiciais. A própria lei se encarrega de mostrar o caminho a quem não se conformou com a decisão de um juiz.

Discutir religião é uma necessidade do ser humano. Temos hoje uma grande diversidade de religiões e seitas. Religiões e seitas que sempre buscam o caminho de Deus, um Deus que é único e de todos.

Discutir religião é falar de Deus. É falar do criador, nosso pai. É refletir sobre sua obra, é refletir sobre nós mesmos.

A discussão saudável de temas do nosso dia a dia é importante porque nos esclarece e até nos informa e promove nosso crescimento intelectual.

Se o brasileiro da nossa geração tivesse liberdade para discutir política certamente que teríamos um país bem melhor do que temos hoje.

No Piauí, por exemplo, acredito que o tempo dos coronéis da política já estaria sepultado. Infelizmente, em pleno século 21 ainda convivemos com essa praga, que nos amarra ao voto do favor.

Precisamos mudar a realidade e ninguém faz isso sozinho.

A mudança só acontece quando brasileiros e piauienses de bem começarem a discutir sua própria realidade.

Só discutindo publicamente e exigindo que a política volte a ser uma prática de fazer o bem e não uma arte  para acobertar enriquecimento ilícito e desvio de dinheiro público, poderemos mudar.

Estamos em ano eleitoral, um ano excepcional para se estabelecer  este tipo de debate.

Mais uma vez seremos convocados as urnas. Vamos escolher perfeitos e vereadores, prefeitos e vereadores que serão eleitos por nós, que somos os responsáveis pelo veredicto final.

Para se eleger alguém à condição de nosso representante temos que estabelecer critérios. Critérios que naturalmente devem estabelecer, entre outras coisas, a proibição da venda do voto, outra face da nossa triste realidade, uma realidade bem nossa.

Ainda há tempo para mudar isso.

Basta querer.

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