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O Brasil de Rui, mais uma vez!

16 de junho de 2020

Nesse tempo de muita turbulência, em que a justiça é questionada abertamente, é impossível não lembrar de Rui Barbosa.

Rui, o nosso grande jurista nascido na Bahia em 1849, e morto no Rio de Janeiro em 1923, continua coberto de razão, apesar do tempo.

Algumas de suas frases continuam tão vivas e tão ligadas à realidade brasileira, que até parece que foram pronunciadas ontem no finalzinho da tarde.

Seus discursos, seus escritos, suas frases, ainda hoje são impressionantemente atuais.

Vamos a mais um exemplo do velho e sempre bom Rui Barbosa.

Um exemplo atualíssimo, embora seu autor tenha vivido no império e no começo da República. Há bastante tempo, portanto.

Escreveu ele àquela época:

“Saudade da justiça imparcial, exata, precisa, que estava ao lado da direita, da esquerda, centro ou fundos. Porque o que faz a justiça é o “ser justo”.

Tão simples e tão banal.

Tão puro.

Saudade da justiça pura, imaculada.

Aquela justiça que não olha a quem nem o rabo de ninguém.

A que não olha o bolso também.

Que tanto faz quem dá mais, quem pode mais ou quem fala mais.

Saudade da justiça capaz.”

A evocação a Rui Barbosa acontece mais uma vez por conta do novo momento que vive o Brasil.

A população, ou pelo menos boa parte dela, começa a acreditar na tese de que há sim uma velada proteção da justiça a políticos e outras pessoas igualmente envolvidos em atos de corrupção.

A reação popular à presença em locais públicos de magistrados, inclusive magistrados do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte de justiça do país. É uma demonstração clara e uma clara confirmação do que dizemos.

O povo começa a entender que para fazer justiça neste país é preciso que se condene a todos os implicados no desvio de dinheiro público, independentemente do partido ou grupo político a que pertença.

Se a justiça brasileira não agir rapidamente, aí sim, pelo menos parte dos brasileiros vai ter a certeza de que certas figuras foram condenadas injustamente.

A justiça não pode correr esse risco.

A sociedade brasileira não quer uma justiça acuada, muito menos desmoralizada.

O brasileiro continua querendo uma justiça ágil e, sobretudo, justa.

Aliás, não basta parecer justa, tem que ser justa. Até para que o país não caia numa desordem ainda maior.

Rui Barbosa – sempre Rui – dizia que quem lucra com a desordem são os governos desacreditados que, vivendo apenas de viver, tendo violado todas as leis, faltado a todos os deveres, perdido toda a estima pública, necessitam de romancear revoluções, que recomendem o zelo da administração pela estabilidade da paz e autorizem a perpetração de insídias contra o direito desarmado.

Mais atual impossível.

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