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Intolerância virtual

17 de junho de 2020

 Um filósofo disse certa vez que a primeira lei da natureza é a tolerância, já que temos todos nós uma porção de erros e fraquezas.

Com certeza esquecemos ou não nos acostumamos a isso.

Quem passeia pelas redes sociais há de concordar comigo.

A extraordinária expansão das redes sociais tem levado a população cada vez mais a expor suas opiniões; tem levado muita gente a querer participar dos debates.

Mas, infelizmente,  o que era para ser apenas discussão saudável e inteligente, está se transformando em atos raivosos e perigosos.

O que se vê agora nas redes sociais é um cada vez mais perigoso crescimento na falta de aceitação de opiniões, de pensamentos e de reflexões divergentes das suas.

O advogado Luiz Felippe Caldart chama a atenção para o resultado de tudo isso: São participações que por diversas vezes

resultam em ásperas discussões, verdadeiras guerras virtuais infindáveis de quem possui os melhores argumentos.

São pessoas que jamais aceitam que ambos podem estar corretos, cada um com sua vertente e experiências pessoais.

Com uma frequência cada vez maior desses debates, acrescido pelo delicado momento político que assola o Brasil, com a desconfiança da população perante os seus representantes e gestores, temos visto o surgimento de verdadeiros doutores em gestão e opinião pública.

São pessoas que possuem rápidas e eficazes soluções aos mais diversos problemas que assolam a sociedade, discordando, inclusive, de qualquer posicionamento contrário, passando mesmo a ver com maus olhos pessoas que pensam diferente, em verdadeiro pré-julgamento.

O resultado deste pensamento diferente  é a criação de uma verdadeira bolha, onde associam-se pessoas que pensam da mesma forma para, não apenas disseminar seu pensamento, mas também combater avidamente e tentar desconstruir a todos que pensam de maneira diversa.

Estamos vivendo num país onde quem pensa diferente de nós está sempre errado.

 Isso nos leva a refletir sobre o rumo que a sociedade está tomando, seja com relação às políticas públicas, seja na emissão de opiniões sobre diversos temas, que se findam em verdadeiros discursos de ódio, demonizando opiniões que divergem.

Pensar diferente de seu colega de rede social, de grupo, não o faz errado, menos correto, ou mesmo enseja motivos para ataques de caráter pessoal e preconceitos.

É necessária a realização do esforço diário da tolerância, da paciência, da aceitação de opinião diferente, da liberdade de expressão e do debate saudável, em prol de uma sociedade melhor, sem ataques pessoais, críticas infundadas ou uma polarização desnecessária.

Ao concluir, faço minha as palavras de Luiz Felippe Caldart: Nestes tempos de ampla violência em que vivemos, com a incerteza de retornar para casa com saúde, preocupemo-nos com as coisas boas, com a discussão sadia, com o debate fundamentado, e deixemos de lado a intolerância e a resistência ao aceite de opiniões diferentes, em busca da harmonia do convívio social.

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