O joio e o trigo

28 de outubro de 2020

Costumamos sempre colocar a culpa em outra pessoa.

Até a nossa própria culpa às vezes tentamos atribuir a alguém, tentamos jogar para responsabilidade de outro.

Às vezes a culpa é do vizinho, é do amigo, é do adversário, é do inimigo, é de quem já morreu.

Isso é uma coisa natural entre nós.

Nunca aceitamos a nossa própria culpa.

Se o Brasil está ruim a culpa é dos políticos; Se o Piauí está ruim, a culpa é dos políticos.

Os políticos são os culpados, os políticos são os ladrões, o presidente é incompetente.

Não estamos contando uma inverdade.

Os políticos são realmente culpados.

Só que eles não são os únicos culpados.

Nós também somos culpados.

E como somos culpados.

Precisamos aceitar isso.

Precisamos aceitar e entender também que temos sim culpa nessa confusão toda.

Precisamos aceitar e entender que somos os principais responsáveis pela eleição de todos eles – do presidente ao vereador.

Somos culpados porque em muitas ocasiões fizemos vista grossa para muitas coisas.

Fingimos não ver aquele amigo que vende o voto em troca de um pequeno favor;

Fingimos que ao votar em candidatos amigos estamos votando pelo bem do país;

Enfim, fingimos sempre que estamos agindo de forma correta quando colocamos como nossos representantes pessoas de comportamento duvidoso.

Erramos quando fingimos acreditar em determinados discursos ou quando acreditamos em promessas milagrosas – promessas que sabemos perfeitamente que jamais serão cumpridas.

Foram erros assim que fizeram com que o Brasil chegasse a esse ponto.

O voto é nosso.

Como ninguém pode votar em seu nome, você é o culpado.

O voto que levou a tudo isso foi o seu voto, foi o meu, foram os votos de todos nós.

Assim somos culpados também por tudo de ruim que aconteceu e por tudo de ruim que continua a acontecer.

Não somos santos nesse processo todo.

Engana-se quem pensa o contrário.

Mas ainda temos tempo para o arrependimento.

Se o arrependimento é o caminho que nos leva de volta a Deus, como nos ensina a Bíblia, é também o caminho que pode nos levar de volta a dias melhores.

Dias melhores para nossos filhos, que no futuro terão mais saúde, mais educação e mais segurança;

Reconhecer o erro, reconhecer que aquele erro prejudicou alguém, é sem dúvida o primeiro passo para um arrependimento verdadeiro.

E o arrependimento verdadeiro vai nos obrigar mais à frente a pensar melhor na hora em que novamente seremos colocados frente a frente com a urna.

Arrependidos, com certeza seremos mais cuidadosos no futuro; seremos, inclusive, mais cuidadosos na hora do voto.

Saberemos escolher melhor.

Saberemos, finalmente, o que é joio e o que é trigo.

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