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Polícia

Reunião de delegados pode discutir paralisação da categoria, afirma presidente do Sindepol

Profissionais querem levar reivindicações ao governo estadual; medida será adotada caso gestão não atenda às demandas

Publicado por: FM No Tempo 08/02/2022, 10:05

Os delegados da Polícia Civil do Piauí se reúnem em assembleia virtual nesta terça-feira (8) para deliberarem algumas pautas em favor da categoria, inclusive a possibilidade de paralisação. De acordo com Higgo Martins, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepol), a medida será avaliada e discutida pelos mais de 220 profissionais da ativa espalhados pelo estado.

“Vivemos há anos um estado de negligência com a segurança pública, tentamos diálogo com o governo estadual para viabilizar melhorias, mas ainda não fomos atendidos. Debateremos a forma da paralisação, mas é o órgão gestor que decidirá o rumo da conversa”, afirmou em entrevista ao JT1 da Teresina FM.

Higgo Martins, delegado da PC-PI, foi o entrevistado do JT1 (Foto: Teresina FM)

Ainda segundo Higgo, os delegados pretendem reivindicar uma maior valorização do cargo que ocupam, além de criticar as condições insalubres dos locais de trabalho. Outra demanda diz respeito ao número insuficiente de profissionais, que acabam acumulando comarcas.

“Há casos de colegas que respondem por mais de dez cidades no interior do estado. Trata-se de uma cobrança enorme por produtividade, mas não há incentivo algum em contrapartida. Quanto mais a criminalidade cresce, mais percebemos a falta de uma estrutura eficiente para combatê-la”, observou.

O entrevistado lembrou dos dados do Anuário de Segurança Pública de 2021, que apontaram o Piauí como o estado que menos investiu em segurança pública no período analisado. Higgo frisou que os recursos de compra de viaturas e materiais de expediente são provenientes de um fundo nacional, sendo apenas repassados à gestão estadual.

Delegados durante protesto em frente ao Palácio do Karnak em 2017 (Foto: Divulgação/Sindepol)

Em seguida, o delegado confirmou que os agentes da PC-PI levarão suas reivindicações ao procurador-geral de Justiça, a fim de que o fiscal da lei intervenha junto ao governo do Estado.

“Não queremos paralisar de imediato, ainda vamos discutir. Caso aconteça, já definimos diretrizes para as unidades policiais: crimes complexos serão atendidos normalmente, enquanto infrações corriqueiras não contarão com tanta prioridade”, finalizou.

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