Política

Witzel é interrogado e chora ao se defender em processo de impeachment por suspeitas de desvios na Saúde no RJ

O interrogatório durante a sessão do Tribunal Misto de Impeachment (TEM) desta quarta-feira (7) é a última etapa antes da conclusão do processo. O ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos também prestou depoimento nesta quarta

Publicado por: Lilian Oliveira 07/04/2021, 18:28

O interrogatório do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), no processo de impeachment movido contra ele teve início por volta das 17h15 desta quarta-feira (7), no Centro do Rio (veja mais no vídeo acima). Ao se defender, Witzel chorou e acusou o ex-secretário de Saúde Edmar Santos de receber propina.

“O dr. Edmar não tinha sinais de riqueza. Professor da Uerj [Universidade Estadual do Rio de Janeiro], doutor. Nada indicava que o dr. Edmar tinha no colchão da casa dele oito milhões de reais. De onde veio esse dinheiro?”, questionou Witzel.

Witzel é interrogado e chora ao se defender em processo de impeachment (Foto: Reprodução TV Globo)

O pedido de impeachment foi motivado por suspeita de irregularidades e desvios na área da Saúde do Rio de Janeiro durante a pandemia da Covid-19.

Antes de começar o interrogatório, Witzel pediu para fazer uma explanação sobre as acusações. Com a voz embargada e chorando, o governador afastado disse:

“O que estão fazendo com a minha família é muito cruel, senhor presidente. É muito cruel o que estão fazendo com a minha esposa. Mas eu decidi deixar a magistratura por um ideal, para que eu pudesse ajudar o povo do Rio de Janeiro. Por uma mudança. Por um futuro melhor”.

Ele continuou: “E eu prometi que a saúde do Rio de Janeiro iria ser uma saúde exemplar. Mas, infelizmente, o secretário que escolhi… Nós procuramos escolher alguém na Saúde que fosse qualificado, que conhecesse o Rio de Janeiro. O Edmar tinha recebido a Medalha Tiradentes. A Casa o considerava uma pessoa proba”.

Em seguida, o governador voltou a acusar o ex-secretário de Saúde de receber propina em serviços prestados no Hospital Pedro Ernesto. Ele acusou também o empresário Edson Torres de ser o patrão de Edmar Santos, que havia prestado depoimento mais cedo.

O governador afastado disse que não tinha como saber que o ex-secretário integrava um grupo criminoso.

Fonte: G1

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