Política

Regina Sousa chama Temer e Bolsonaro de golpistas e compara carta divulgada pelo presidente a acordo assinado por Hitler 

“Um golpista escreve o texto, o outro golpista assina”, escreveu a vice-governadora em parte da nota

Publicado por: Wanderson Camêlo 13/09/2021, 09:14

A vice-governadora do Estado, Regina Sousa, usou seu perfil no Twitter para criticar o encontro recente entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ex-presidente Michel Temer. A petista se referiu aos dois como golpistas e comparou a reunião ao Acordo de Munique, assinado pelo ex-ditador alemão Adolf Hitler em 1938. 

“Um golpista escreve o texto, o outro golpista assina. O que é uma assinatura num papel, para um nazifascista? Hitler assinou acordo em 1938, enganou Itália, França e Inglaterra, não parou com as invasões”, escreveu Regina em postagem feita nesse sábado.

Foto: reprodução/Twitter

O episódio histórico relembrado pela vice-governadora diz respeito à trama articulada por Hitler para ocupar parte da antiga Checoslováquia. Ignorando acordo (assinado no dia 29 de setembro de 1938, em Munique, Alemanha) com o país, França, Itália e Reino Unido deram suporte ao objetivo do ex-ditador. Os checos consideraram o acordo uma traição. 

Depois dos ataques feitos ao STF e, principalmente, ao ministro Alexandre de Moares no Dia da Independência (07 de setembro), Bolsonaro convocou, dois dias depois, o ex-presidente Michel Temer para uma conversa particular, na semana passada, visando amenizar a situação junto à Corte e ao magistrado. 

Orientado pelo emedebista, o atual presidente da República emitiu uma carta se desculpando pelas críticas.

Confira a íntegra do texto da carta:

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

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