Política

Filhos de Bolsonaro devem constar em relatório final da CPI da Covid

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o documento usará informações de 16 depoimentos prestados à Polícia Federal para tentar indiciar também outras personalidades apoiadoras do presidente que integram o “gabinete do ódio”

Publicado por: Lilian Oliveira 12/10/2021, 13:18

Os filhos do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), vereador no Rio de Janeiro, e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal, devem ser apontados no relatório final da CPI da Covid como integrantes de um suposto esquema de articulação e financiamento de notícias falsas sobre a pandemia nas redes sociais distribuídas em favor do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o documento usará informações de 16 depoimentos prestados à Polícia Federal para tentar indiciar também outras personalidades apoiadoras do presidente que integram o “gabinete do ódio”. Otávio Fakhoury e Luciano Hang, em contrapartida, devem constar como supostos financiadores. Já o assessor da presidência Filipe Martins, como responsável por encabeçar as estratégias dos conteúdos e as deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF) por compartilharem as publicações em seus perfis, algumas delas já apagadas de suas redes sociais.

Relatório de Renan Calheiros terá que concorrer com ao menos outros três relatórios (Foto: Edilson Rodrigues/Ag. Senado)

O relatório final da comissão também encontrou uma maneira de driblar a Procuradoria Geral da União (PGR) caso o procurador-geral Augusto Aras se recuse a deixar que as denúncias contra o presidente Jair Bolsonaro cheguem ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é do jornal O Globo.

De acordo com a Constituição, o PGR tem 30 dias para dar encaminhamento ao relatório final da CPI, que será entregue a ele dia 21 de outubro. Se arquivado o relatório, entidades de direito privado, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entrarão com ações diretamente no Supremo em nome das vítimas da covid-19 no país.

“Em caso de eventual desídia do Ministério Público, a parte legítima da ação, ou seja, o público ou  parentes de vítimas, tem a possibilidade de ofertar uma ação direta privada ao STF”, afirma o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O documento final será entregue no próximo dia 19 de outubro e votado pelos membros da CPI no dia 20. Na mesma data será inaugurado um memorial às vítimas que ficará localizado no espelho d’água em frente ao Congresso Nacional.

 

Fonte: Congresso em Foco

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