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Política

Paulo Martins se junta a correligionários e repudia federação do PT com outros partidos

“Se a federação for aprovada, isso vai ser rediscutido e o ruim é cortar nomes”, avaliou

Publicado por: Wanderson Camêlo 31/01/2022, 10:46

O suplente de deputado estadual Paulo Martins não está nada confortável com a estratégia do PT de se juntar a outros partidos para disputar as eleições deste ano. A sigla deve se federar com o PSB, PCdoB e PV.

Para o petista, saindo só o partido teria condições de eleger um número maior de deputados estaduais, por exemplo. “Se o PT sair só, terá condições de eleger pelo menos oito deputados estaduais. Se a federação for aprovada, isso vai ser rediscutido e o ruim é cortar nomes”, avaliou.

Paulo Martins, suplente de deputado estadual (Foto: Reprodução/Facebook)

“O PT sempre trabalhou, com o fim das coligações, para fortalecer os partidos. Fortalecer os partidos é fortalecer a democracia. Tínhamos 21 candidatos [a deputado estadual] homens e quatro mulheres, faltavam ainda cinco mulheres para completar a chapa. A federação é uma coisa nova, há questionamentos em vários estados do Brasil, como em São Paulo, é uma coisa que a gente não tem muita força para desmanchar, se acontecer, mas tem muitas dúvidas sobre a federação ainda. Então, eu estou trabalhando o fortalecimento das 21 candidaturas que o PT sempre defendeu”, completou Paulo.

Esse é justamente o mesmo discurso do deputado estadual Fábio Novo (pré-candidato à reeleição pelo PT), secretário de Cultura do Piauí e do vereador Dudu (PT), que vai atrás de uma vaga na Assembleia Legislativa do estado este ano.

O problema é que as discussões sobre o assunto acontecem de cima para baixo, ou seja, a definição depende da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores, que é a favor da coalizão.

Fábio Novo, secretário estadual de Cultura (Foto: Divulgação/Alepi)

Quem pretende se federar deverá oficializar a “fusão” até o dia 1° de março. As siglas que optarem pelo modelo terão que permanecer juntas por pelo menos quatro anos.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as federações se equiparam aos partidos políticos em direitos e deveres e devem possuir um estatuto próprio, com regras sobre fidelidade partidária e sanções a parlamentares que não cumprirem orientação de votação, por exemplo.

Os blocos funcionarão como um partido, tendo uma bancada própria, com lideranças formadas a partir do que está previsto no estatuto da federação e no regimento interno das respectivas casas legislativas.

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