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Saúde

Infectologista comenta alta dos casos de síndromes gripais em Teresina

A capital também registrou aumento de casos de Covid-19, de acordo com a FMS

Publicado por: Lilian Oliveira 05/01/2022, 17:31

Teresina registrou um aumento de 76% nos atendimentos por síndromes gripais entre os dias 26 de dezembro e 1º de janeiro de 2022. Os dados foram divulgados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública – COE municipal, vinculado à Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Em entrevista ao JT2 da Teresina FM, nesta quarta-feira (5), o infectologista Nairo Ferreira confessou que os profissionais de saúde já esperavam pelo crescimento de casos de síndrome gripal devido às comemorações de fim de ano. “Toda doença cujo contágio se dá por vias respiratórias, o principal meio de contaminação é a aglomeração”, disse o médico. 

Foto: Reprodução/ Teresina FM

De acordo com o especialista, a perspectiva é que aumente a quantidade de pessoas doentes nos próximos dias de janeiro e no mês de fevereiro. 

A circulação do vírus Influenza, subtipo H3N2, está resultando em mais casos de síndromes gripais. Além disso, de acordo com a FMS, o número de diagnósticos positivos para o novo coronavírus dobrou entre o primeiro e segundo dia de funcionamento dos Centros de Testagem Covid-19, em Teresina.

Testagem para o novo coronavírus (Foto: Divulgação/Fms)

É comum que a população não saiba diferenciar os sintomas das duas enfermidades. Visto que, conforme o infectologista, toda síndrome respiratória tem um sintomatologia similar. Inclusive, já existem casos de contaminação dupla por Covid-19 e influenza. “Flurona” foi o nome dado a essa infecção simultânea.

Mas, segundo Nairo Ferreira, há distinções. Ele relata que os três primeiros dias da Influenza tendem a ter sintomas mais exacerbados. “Febre é mais alta, a moleza no corpo e as dores de cabeça e muscular são mais intensas. Por sua vez, os sintomas primários da Covid-19 são mais leves”, destacou. 

No entanto, do meio da doença para o final, a situação se inverte. O coronavírus passa a ter um processo inflamatório mais exacerbado após o décimo dia. “E no sétimo dia da gripe os sintomas começam a ficar mais amenos”, esclarece o profissional de saúde.

Porém, o médico elucida que nem sempre acontece dessa forma. A força dos sintomas pode variar dependendo de fatores como idade, comorbidades, estado vacinal, dentre outras coisas. 

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