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Polícia

Presidente do Sinpoljuspi explica saídas temporárias e defende leis mais duras para criminosos

Policial penal alertou ainda para a necessidade de descentralização do regime semiaberto no Piauí

Publicado por: FM No Tempo 06/01/2022, 09:13

A saída temporária, conhecida popularmente como “saidinha”, é um indulto concedido a presidiários em regime semiaberto para que deixem a unidade prisional em certos períodos do ano, em especial os festivos, devendo retornar assim que a autorização terminar.

Em dezembro do ano passado, 387 reeducandos do sistema prisional do Piauí deixaram as prisões em vista do feriado de Natal. Eles deveriam retornar na última terça-feira (4), mas alguns ainda não voltaram, de acordo com Vilobaldo Carvalho, presidente do Sindicato dos Policiais Penais (Sinpoljuspi).

Foto: Teresina FM

“Alguns presos aproveitaram a saída temporária para cometer crimes; cerca de 20 detentos não retornaram. Os criminosos profissionais acreditam que devem compensar o tempo perdido na prisão e a forma que encontram de fazer isso é a prática de ilícitos”, explicou em entrevista ao JT1 da Teresina FM.

O presidente do Sinpoljuspi apontou que a penitenciária Major César Oliveira, localizada em Altos, a 41 km de Teresina, é a única do estado que possui regime semiaberto. Desde 2014, segundo Vilobaldo, o sindicato vinha alertando ao poder público que o sistema iria estourar devido à superlotação da unidade.

“Há a necessidade de descentralização do semiaberto. Todos os detentos sob esse regime estão concentrados na Major César. Além disso, o quadro de policiais penais no Piauí é extremamente defasado, apesar do enorme quantitativo de presos”, criticou Vilobaldo.

Na visão do policial, a legislação atual é muito flexível para quem pratica crimes. Se por um lado há o viés de que os indultos ajudam na ressocialização dos presos, outra alternativa seria oferecer trabalho aos detentos, cuja maioria fica nas penitenciárias de forma ociosa.

Foto: Divulgação/Sejus

“Vários estudos sobre a teoria econômica do crime mostram que boa parte dos presidiários acreditam que o crime compensa no Brasil, principalmente de ordem financeira. A pessoa é presa, passa um tempo na cadeia, mas não é sentenciada. Isso reforça o sentimento de impunidade e desanima a sociedade, que paga caro para ter o mínimo de segurança”, concluiu.

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